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  • Projeto Volta ao Mundo em Livros e Filmes

    (Em andamento)

    Afeganistão

    Vi o filme Os Olhos de Cabul, achei muito bonito, delicado, mas muito triste. É muito difícil ver que a mulher não vale nada mesmo no Islã, no talibã. Nesse filme Cabul é uma cidade devastada, em ruínas. Os homens talibãs são uns ignorantes sanguinolentos, todos com complexo de inferioridade, uns brutos, uns meninos perversos e sem noção. A história de amor do filme é bem bonita, as duas histórias. Cabul nesse filme me lembra a Cabul do Pedra da Paciência, esse livro lindíssimo que eu li há alguns anos e reli esse ano para o Clube do Livro Nasyra. Pedra da Paciência também é um filme, do Atiq Rahmi, também é um belíssimo filme. Consegue mostrar a angústia de ser mulher numa terra de fanáticos, consegue mostrar que é terrível ser mulher ali. Que ser mulher não é muito mais do que ser um bicho aprisionado.

    O que sei sobre o Afeganistão:

    O nome oficial do país é República Islâmica do Afeganistão e sua capital, a cidade de Cabul.

    País com maior mortalidade materna e infantil.

    Pior lugar para se nascer, pior lugar para se nascer mulher, de acordo com a ONU País de tradição milenar e separação de gêneros milenar Só 5% das mulheres são alfabetizadas.

    O Afeganistão é o maior produtor de ópio do mundo.

    Quase toda a heroína consumida na Europa possui origem afegã.

    O Afeganistão é atualmente o país com maior taxada de mortalidade do mundo.

    É também um país com uma das mais baixas expectativas de vida: 43,3 anos.

    O Afeganistão é ao lado do Sudão do Sul e do Mali um dos país com maior número de analfabetos do mundo: 72%.

    As principais etnias são os pashtun, tadjiques, hazaras (pesquisar as outras) Os hazaras são descendentes dos mongóis, dizem que de Gengis Khan e têm as feições típicas dos mongóis.

    Os pashtun têm aquelas feições belíssimas, aqueles olhões verdes enormes, como a menina daquela foto emblemática e tão bonita.

    Os tadjiques são mais numerosos ao norte do país, e são de linhagem persa, falam dari, um idioma também de origem persa.

    Outra etnia é a uzbeque.

    Também sei que a hospitalidade é um valor supremo para os afegãos, se alguém chega pedindo comida e hospedagem é imperativo ajudar.

    O Afeganistão é um país lindo, as fotos que vejo de lá são deslumbrantes. Eu nunca vi um afegão de perto Eu estou ficando apaixonada pelo Afeganistão, que país encantador. Alguma coisa nele é apaixonante. Uma pena que nunca poderei conhecer esse lugar. Desejo que melhore a condição de vida deste povo. Desejo que saiam da fome, que as mulheres sejam mais bem tratadas.

    Eu adoraria fazer esse projeto viagem ao mundo ao redor dos livros, é um projeto tão bonito. De vez em quando me pego fantasiando que vou sim conseguir fazer, como se a minha vida entre livros não fosse um imenso cemitério de projetos fracassados (risos). Acho que semana passada essa febre do vou conseguir me pegou de vez e eu olhei pro Afeganistão e pensei, é pra lá que eu vou essa semana. Bom lugar pra ir atualmente, só pra lembrar que estamos mal aqui no Brasil, muito mal, mas que sempre pode piorar (quem acha graça ainda?). Fiz a mala imaginária e comecei a catar coisas sobre o Afeganistão. Encontro filmes, uma série, documentários.

    Me lembro que já li um autor/cineasta afegão sensacional, o Atiq Rahimi. E que ainda quero ler mais coisas dele.

    Comecei a pesquisar e me deparei com esse livro A Filha Favorita, Fawzia Koof. Não tem ebook do livro aqui. Mas no Kindle Unlimited tem a versão dele em português de Portugal. Peguei pra ler sem saber nada dessa autora. O livro é uma sucessão de cartas que ela escreve para as duas filhas, contando a própria história. Ela conta a história e o alívio que foi sair do governo talibã, conta sua trajetória desde o nascimento trágico. Para que as filhas se lembrem. O livro é anterior a 2021, e fico sabendo com tristeza, que ela teve que fugir do Afeganistão com a volta dos talibã.

    ***

    Terminei o livro A Filha Favorita (Ou Às minhas filhas com Amor). A autora, que mulher interessante! Foi a primeira mulher vice-presidente do parlamento afegão. Quando nasceu era mais uma filha mulher e a mãe deixou ela ao sol para morrer. Aquela tristeza que vemos sempre ao ler sobre o Afeganistão. Estou falando dele pra chegar no capítulo que ela conta da chegada dos talibã em Cabul, ao poder. É incrível, a mesma história do Lendo Lolita em Teerã, as pessoas não acreditavam, não entendiam direito quem eram os talibã. Coloquei aqui se quiserem ler, são 5 páginas https://nalua.home.blog/2022/06/20/as-minhas-filhas-com-amor/

    O livro foi escrito antes da saída dos americanos do Afeganistão, em 2021. Pensando na volta dos talibã fui pesquisar sobre o destino da autora e felizmente ela conseguiu escapar no último voo que saiu de Cabul. Ela não poderia mesmo ficar, pois os talibãs e os mujahedin tentaram matá-la umas 8 vezes.

    ***

    Vi, por acaso o filme Mil Vezes Boa noite.

    Peguei livro do Rumi.

    Vi o documentário Ghosts of Afghanistan

    Assisti o filme A Ganha Pão.

    Também me recordo que faz alguns anos que li Cidade do Sol, mas não lembro de mais nada.

    Vi A Caminho de Kandahar. A mesma tristeza, o mesmo absurdo contra as mulheres, uma tragédia aos olhos do ocidente.


    Esse livro me deixou desconcertada. A princípio parece que a autora está inventando coisas. Depois o desconforto passa um pouco e vem a perplexidade e a dificuldade que nós ocidentais temos com tudo que não é espelho. Nessa micro imersão que fiz no Afeganistão o tempo todo me acompanharam algumas sensações. Uma perplexidade que eu, uma mezzo ocidental, tenho de entender a cosmovisão deste povo. Também a percepção, talvez e muito provavelmente falsa, de que tudo que diz respeito ao Afeganistão é profundamente triste. Quando envolve mulheres então, você só quer chorar e arrancar os cabelos. Ainda assim achei esse povo apaixonante, achei o país lindo. O senso de hospitalidade deles que parece ser sem par. Eu adoraria um dia poder conhecer o Afeganistão, mas sei que não vai acontecer. Por isso me diverti lendo, vendo filmes e documentários, procurando a gastronomia, (vou inclusive testar uma receita típica, oi meninas 😝). E aproveitei para esquecer que tristeza real mesmo no meu mundo é o estado em que se encontra o país em que eu vivo.

    Depois vou colocar o que vi, o que li, ouvi num post em algum blog.

    #voltaaomundoemlivrosefilmes
    #afeganistão

    Lido, visto, ouvido

    1. O Livreiro de Cabul
    2. A Cidade do Sol
    3. Syngue Sabour: A Pedra da Paciência
    4. A Filha Favorita
    5. As Meninas Ocultas de Cabul
    6. As Mulheres de Cabul

     

    Filmes

    1. A Pedra da Paciência
    2. Os Olhos de Cabul
    3. Mil Vezes Boa noite
    4. Ghosts of Afghanistan
    5. A Ganha Pão
    6. Missão Cabul Roberto Cabrini
    7. Em Nome do Meu Povo
    8. A Caminho de Kandahar

    (Seriado Califado, que não é sobre o Afeganistão, mas é sobre outro movimento tão horrível quanto os talibã)

    Autores

    • Atiq Rahimi
    • Khaeld Hosseini

    Livros

    1. A Cidade do Sol – Khaled Hosseini
    2. A Filha Preferida – Faawzia Koofi
    3. A Pedra da Paciência – Atiq Rahimi
    4. A Pérola Que Rompeu a Concha – Nadia Hashimi
    5. A Terceira Xícara de Chá – Greg Mortenson e David Oliver Relin
    6. As meninas ocultas de Cabul – Jenny Nordberg
    7. Cabul no Inverno – Ann Jones
    8. Cartas de Herat – Christina Lamb
    9. Deus veio do Afeganistão e chorou – Siba Shakib –
    10. Jean P. Sasson – Por Amor a um Filho
    11. Lua no céu de Cabul – Nadia Hashimi
    12. Meninos de Zinco – Svetlana Alexeievich
    13. Mulheres de Cabul – Harriet_Logan
    14. O Afegão – Frederick Forsyth
    15. O Caçador de Pipas – Khaled Hosseini
    16. O Forte de Nove Torres – Qais Akbar Omar
    17. O Grito Silenciado – Ana Tortajada
    18. O Livreiro de Cabul – Ann Seierstad
    19. O milagre de Yousef – Gonçalo Coelho
    20. O Segredo do Meu Turbante – Nadia Ghulam & Agnès Rotger
    21. O Silêncio das Montanhas – Khaled Hosseini
    22. O Vulto Das Torres – Lawrence Wright
    23. Sob o Céu de Cabul – Andrea Busfield
    24. Terra e Cinzas – Atiq Rahimi
    25. Uma Burca por amor – Reyes Monforte
    26. Uma Pequena Casa de Chá em Cabul – Deborah Rodrigues
    27. A Outra face – História de uma garota afegã – Deborah Ellis
    28. A viagem de Parvana – Mais histórias de uma garota afegã – Deborah Ellis
    29. Meu nome é Parvana – Deborah Ellis

    Filmes

    1. A Caminho de Kandahar – Mohsen Makhmalbaf (2001)
    2. A Ganha Pão – Nora Twomey
    3. A Pedra da Paciência – Atiq Rahimi
    4. Às Cinco da Tarde
    5. E Buda Desabou de Vergonha –
    6. Em Nome Do Meu Povo – Rodrigo Guim
    7. Entre irmãos – Juim Sheridan
    8. Estrela Afegã – Havana Marking
    9. Jogos de Poder –
    10. Kabul Express
    11. Leões e Cordeiros
    12. Mil Vezes Boa Noite – 2013
    13. Os Olhos de Cabul –
    14. Osama –
    15. Rambo 3 –
    16. Restrepo – Tim Hetherington e Sebastian Junger (2010)
    17. Terra e Cinzas – Atiq Rahimi
    18. Utopia
    19. Mil Vezes Boa noite (Indiretamente)

    Lista no filmow: https://filmow.com/listas/afeganistao-l220232/

    Música

    Farhad Darya

    Links

    Esporte

    no Afeganistão, o esporte oficial é chamado Buzkashi, algo como “agarra-cabra”. É considerado o jogo mais selvagem do mundo: durante a partida, os jogadores têm como objetivo agarrar a carcaça de uma cabra – sem cabeça! – , se livrar dos adversários e arremessá-la a uma linha de meta, ou então, em outras versões, dentro de um barril ou de um círculo. O Buzkashi é jogado no Afeganistão há séculos e atrai patrocinadores importantes. Os afegãos já fizeram um pedido para que o esporte fizesse parte das Olimpíadas.

    Culinária

    Prato típico: arroz kabuli pulai, vi um monte de videos de receita (risos)


     

    Receita de Kabuli pulai (arroz afegão com carne)

    Por Jussara Mendes

    Ingredientes

     

    3 xícaras (chá) de arroz basmati

    1 ½ de pernil de vitela (ou carneiro) com osso, cortado em pedaços,

    1 xícara (chá) de óleo de canola

    2 cebolas grandes picadas

    5 colheres (chá) de sal 2 cubos de caldo de galinha

    2 colheres (chá) de cominho 2 ½ colheres (chá) de cardamomo moído

    ½ colher (chá) de pimenta-preta moída

    1 colher (chá) de cardamomo preto (selvagem) moído

    12 xícaras (chá) de água

    2 pacotes de cenoura cortada em palitinhos finos

    2 xícaras (chá) de uvas-passas

    2 colheres (sopa) de óleo

     

    3 dentes de alho

    ***

    Modo de preparo

    Preaqueça o forno a temperatura alta. Deixe o arroz de molho em uma tigela. Lave e seque a carne. Deixe de lado por um tempo. Usando uma panela grande que caiba a carne depois, coloque o óleo de canola e frite a cebola em fogo alto, misturando rapidamente, até dourar. Coloque a carne na panela com 3 colheres (chá) de sal. Cozinhe em fogo alto durante aproximadamente 6 minutos, virando, até dourar a carne por todos os lados. A cebola começa a caramelizar, gerando um caldo grosso. Adicione 2 xícaras (chá) de água e continue mexendo para evitar que a carne se queime. Adicione metade dos temperos moídos: cominho, cardamomos e pimenta. Quando o líquido secar, adicione mais 2 xícaras (chá) de água e continue cozinhando até que a carne fique macia. Esse processo dura mais ou menos 30 minutos. Quando tiver um caldo grosso, baixe o fogo e cubra com a tampa da panela, deixando cozinhar assim por mais uns 20 minutos. Retire os pedaços da carne de dentro do caldo e coloque a parte. Enquanto isso, coloque 12 xícaras (chá) de água e 2 colheres (chá) de sal numa travessa de ferro com tampa e ferva. Acrescente o arroz e mantenha no fogo até que cozinhe quase por completo, porém ainda um pouco duro. Escorra o arroz. Volte o arroz à panela de ferro e acrescente o caldo de galinha e o restante dos temperos. Misture bem. Arrume os pedaços da carne no meio do arroz. Cubra a panela com papel alumínio e depois com sua própria tampa. Asse no forno por 40 minutos à temperatura alta. Numa frigideira, aqueça 2 colheres (sopa) de óleo e salteie os palitinhos de cenoura picados. Lave as passas e acrescente à frigideira com as cenouras. Frite por mais uns 5 minutos. Baixe o fogo e continue cozinhando até que as cenouras fiquem macias. Quando o arroz estiver cozido, arrume camadas do arroz com os pedaços de carne numa travessa. No final, cubra tudo com as cenouras salteadas com as passas.

    Volte o arroz à panela de ferro e acrescente o caldo de galinha e o restante dos temperos.

    Misture bem.

    Arrume os pedaços da carne no meio do arroz.

    Cubra a panela com papel alumínio e depois com sua própria tampa.

    Asse no forno por 40 minutos à temperatura alta.

    Numa frigideira, aqueça 2 colheres (sopa) de óleo e salteie os palitinhos de cenoura picados.

    Lave as passas e acrescente à frigideira com as cenouras.

    Frite por mais uns 5 minutos.

    Baixe o fogo e continue cozinhando até que as cenouras fiquem macias.

    Quando o arroz estiver cozido, arrume camadas do arroz com os pedaços de carne numa travessa.

    No final, cubra tudo com as cenouras salteadas com as passas.

    Mesquita Azul (Mazar-i-Sharif, Afeganistão) – Originalmente um santuário dedicado ao califa Ali no século XII, o que você vê hoje foi construído pelo governante timúrida, sultão Husayn Mirza Bayqarah no século XV. Também dá a Mazar-i-Sharif seu nome (Santuário Nobre). A cidade de Mazar-i-sharif tem o nome da mesquita

    Ucrânia

     

     

    https://outraspalavras.net/historia-e-memoria/ucrania-uma-historia-inconveniente/

    https://www.publico.pt/2022/03/15/infografia/historia-ucrania-sete-mapas-caminho-ate-soberania-673

    https://www.bbc.com/portuguese/geral-60549234

    https://www.natgeo.pt/historia/2022/02/russia-e-ucrania-uma-historia-conturbada-de-uniao-e-separacao

    https://www.bbc.com/portuguese/geral-60549234

    https://anti-imperialismo1917.blogspot.com/2021/12/filme-sobre-guerra-na-ucrania-o-sol.html